domingo, 5 de junho de 2011

PARA, repara.


Esta semana presenciei uma situação chata e me dei conta do quanto somos egoístas. Se parássemos um pouco pra refletir nas coisas simples que nos acontecem diariamente, possivelmente esse quadro seria amenizado.
Estava num ônibus indo para o trabalho, e tinha um rapaz bastante idoso sentado a minha frente. Geralmente cobram a passagem quando entramos, mas dessa vez estava sendo o contrário, pagávamos na saída. Então ao sair, o cobrador perguntou a ele quanto à tarifa, e ele disse que não pagaria, pois já é velho e tem esse direito. Mas ainda assim o cobrador insistiu que ele mostrasse a identidade, isso como forma de repressão, por ele estar, de alguma forma, perdendo dinheiro com essa passagem a menos.
Tudo bem, eu acho mesmo que tem que ter uma segurança do que se está fazendo, que tem que ter um documento principalmente nesse país, que a corrupção assola. Todavia achei tudo isso uma falta de respeito, pois ele, de fato, era bem velhinho, e não precisava documento nenhum para comprovar que ele não deve pagar a passagem. Mas o pior de tudo nem foi o pedido da documentação, foi a forma como ele agiu ao receber a informação, foi bastante grosso, discutiu com o homem no ônibus, putz, isso me deixou bastante triste.
É importante que a gente veja essas coisas sem deixar que elas passem despercebidas. Nos deparamos a todo momento com situações até piores do que essa e não conseguimos perceber que muitas vezes fazemos isso também, sem nem sentir. E o pior, é que acabamos maltratando pessoas que gostam de nós, e que se sentem magoadas com algumas palavras que aparentemente são insignificantes, mas que no fundo retratam o quanto a cada dia estamos pensando mais em nós mesmos e menos nos outros.

ATENÇÃO

Estou mudando a linha de pensamentos do meu blog. Não deixarei de postar textos melancólicos, melosos, nem nada disso, mas vou começar a postar coisas do meu dia a dia, de forma reflexiva.
Acho que vocês vão gostar, é diferente! rs
um beijo .*

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Eu sei.

Os dias vão passando e o vento vai levando aos poucos a lembrança do que ficou. Difícil, muito difícil sorrir pra o mundo diante a uma situação tão nostálgica. Eu não quero tirar essa minha capa super-protetora. É ela quem me faz levar a alegria aos outros nos poucos momentos em que eu consigo me relacionar com outros senão o meu próprio pensamento. Tantos erros espalhados durante uma meia-vida, e todas as conseqüências reunidas agora num só instante. Chorar já não existe mais, o choro não satisfaz mais a minha necessidade de desabafo. Xingar! Isso, esculhambar com o mundo é o que eu quero fazer. Mas isso acrescenta em que na minha vida? Sair por ai xingando uns e outros, me rebaixando a níveis extremos não me faz bem, em momento algum... eu vou é me desculpar agora por tudo. Isso, isso, isso. Pedir perdão pelos meus erros, tentar me redimir. E então: perdoar. Essa é a parte mais difícil da história. Reconhecer o erro dos outros, compreendendo-o como um ser humano, assim como eu, como você, e perdoando, amando, vivendo essa gente, enfim, aprendendo! Tudo é uma questão de aprendizado mesmo, experiências. Já passei por muita coisa nessa vida, já me arrependi, des-arrependi, arrependi de novo. E na minha concepção de vida hoje, não me arrependo de nada. Tudo foi um processo de construção do meu EU hoje. Não quero voltar atrás e mudar o que deu errado, porque errar é uma das coisas mais importantes que existe.
Eu sei que nesse momento me parece a pior coisa do mundo terminar uma história de uma maneira tão trágica, mas assim pode ser melhor. A gente só sabe o que é o melhor quando o tempo passa, as coisas se acalmam e a gente cai na real do que se foi perdido. Quando o mestre passar, só vão ficar as amizades, que, como dizia um provérbio, é como os bambueiros.. Que antes de crescerem acima da terra, criam raízes fortíssimas para nem a ventania venha a derrubá-las. O que for verdadeiro vai ficar, eu sei.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

basta!


Quando me comparo àquelas pessoas que vivem sozinhas, percebo imediatamente o quão boa pode ser a minha vida. Tenho as pessoas que mais amo ao meu lado, sempre. Mas às vezes, me sinto tão só quanto uma criança abandonada ao nascer. É, me sinto sem forças para sair daquela liberdade forçada, e então, acabo tendo que esperar que aquele alguém tão esperado, desejado, chegue e me liberte daquele apetite louco de receber um abraço, um amasso. É uma saudade diferente, saudade daquilo que se tem, e ao mesmo tempo não se tem. Não deve ser saudade, oras. Deve ser vontade, desejo, fome. É mesmo como a fome, uma coisa que te consome por dentro e de repente você se vê vazio, incompleto. Incompleto porque te falta uma coisa essencial, aquilo que te mantém em pé, que mantém inteiro! [AAAAA], como eu quero me completar com você. Vem? Vamos então, vivendo em liberdade, quebrando algumas regras, mas com muita sensibilidade. Sou sensível ainda, está tudo muito novo. Não quero me quebrar por dentro, é ruim, dói! Vamos rápido, mas vamos bem de-va-gar-zi-nho. Não quero pular as primeiras etapas, elas são como as preliminares, sabe? Têm que acontecer pras coisas ficarem mais fáceis, digamos, maleáveis. É isso, consegui dizer. Eu quero um relacionamento certo! Hã? Não, não. Acho que as coisas erradas têm muito mais a minha cara, mas gosto muito quando tudo fica dentro dos meus limites, ainda que adore ultrapassá-los. Pois bem, eu quero tudo direito! Não é certo nem errado, mas é ao nosso modo. Basta.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Descobrindo.

Se sentir vazio e sentir que está tudo completo às vezes parece ser a mesma coisa.
Há pouco me sentia completa, e nem com isso satisfeita. Hoje sinto que há um espaço dentro de mim que precisa ser completado pra que eu me sinta melhor, mesmo sabendo que isso não vai acontecer.
Parece masoquismo, mas às vezes acho que a dor é que me faz bem. Não sei, não sei. Me é muito mais emocionante quando sinto essa dor, essa mesmo que estou sentindo agora, de expectativas não superadas, de esperanças indo embora, de coisas que poderiam ter sido feitas e não foram.
Agora quero refletir. Já não cabe mais a mim, tentar desvendar os mistérios do meu ser: desisto. Tudo o que posso fazer agora é acordar pela manha com um sorriso falso no rosto, aceitar as condições causadas por mim e, então, buscar os meus míseros momentos de felicidade.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Turminha, ♥



" Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as
descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim, do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe nos e-mails trocados!
Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar meses, anos,  até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! 
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes  novamente. Quando o nosso grupo estiver incompleto nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos.
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado, e nos perderemos no tempo. [...]"
                                           - Fernando Pessoa.

Já morro de saudades de vocês, da nossa turma
, =
/

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Um doce.

Realmente está cada vez mais difícil !
Não saber o que se quer torna as coisas mais complicadas, mais complexas. E ao mesmo tempo que eu tenho certeza dos meus objetivos, eu crio uma dúvida existencial, então, tudo é corrompido. Os anseios passam a ser outros, e a visão que eu tinha das coisas começa a se contorcer, contorcer, contorcer.. até estar ela totalmente modificada.
Aí é que tá. Não consigo mais firmar as minhas forças em nada, com medo de me arrepender daquilo no dia seguinte, e ter apenas perdido tempo, já que esse é o trocadilho do nosso cotidiano.
É difícil imaginar, que amanhã tudo o que eu penso pode mudar, e não passar de momentos. Aprendi que não se deve trocar o que se quer pra vida toda, pelo que se quer naquele momento. E isso é uma coisa muito complicada de se diferenciar, e então acabamos tropeçando nos nossos próprios pés!
Os sentimentos se tornam duvidosos então, e o coração começa a apertar, doer, e só depois de um tempo, cicatrizar. É necessário que isso aconteça, pois são etapas de um processo. Aos poucos as coisas vão se acertando, ainda que sempre em transição, mas na fase maior de evolução, ao invés de tornar interno os aprendizados, eles se externarão, o que é melhor pra todos!
Mas daqui pra lá, muita água ainda vai correr, tem muita coisa pra aprender e pra ensinar. O mestre lá de cima é quem vai dizer!